Fedora 45 Beta chega com Linux 7.2, GNOME 51 e mais segurança por padrão
Linux 7.2, GNOME 51 e lançamento final em outubro.
O Ubuntu 26.10 completou uma mudança que a Canonical começou há um ano: substituir as coreutils — o conjunto de comandos básicos do sistema, como ls, cat, chmod e du — por versões reescritas na linguagem Rust, do projeto uutils.
A migração começou no Ubuntu 25.10 e avançou no 26.04 LTS, mas três comandos importantes ficaram de fora: cp (copiar), mv (mover) e rm (apagar). Eles foram mantidos na versão GNU tradicional porque uma auditoria de segurança feita pela empresa Zellic encontrou 113 problemas nas versões em Rust — 44 deles registrados como falhas oficiais (CVEs). Os mais delicados eram do tipo TOCTOU, em que o arquivo pode ser trocado entre o momento em que o sistema verifica e o momento em que executa a operação.
Com essas falhas corrigidas, o Ubuntu 26.10 passa a usar as versões em Rust também para esses três comandos, tornando-se a primeira grande distribuição a vir com coreutils 100% em Rust por padrão.
O Rust evita, já na compilação, uma categoria inteira de erros de memória que historicamente causam falhas de segurança em programas escritos em C. A auditoria, porém, mostrou que a linguagem não resolve tudo: boa parte dos problemas encontrados estava fora do que o Rust consegue prevenir, como erros de lógica e condições de corrida.
Para o usuário comum, praticamente nada: os comandos têm o mesmo nome e as mesmas opções. Quem usa scripts de automação ou servidores deve testar as rotinas antes de atualizar, já que pequenas diferenças de comportamento ainda podem aparecer em casos específicos.
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