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A Microsoft prepara uma série de mudanças práticas para o Windows 11, com foco na barra de tarefas, no menu Iniciar e no mecanismo de pesquisa do sistema. As novidades estão sendo testadas em compilações do programa Windows Insider associadas ao ciclo de desenvolvimento do Windows 11 26H2.
Em vez de promover uma grande reformulação visual, a empresa parece concentrada em devolver opções de personalização removidas na transição do Windows 10 para o Windows 11 e em oferecer mais controle sobre o conteúdo exibido na interface.
Entre os destaques estão o retorno da barra de tarefas vertical, uma opção para reduzir seu tamanho, novos controles para o menu Iniciar e melhorias destinadas a priorizar arquivos e aplicativos locais na pesquisa.
Uma das alterações mais aguardadas é a possibilidade de posicionar a barra de tarefas em qualquer borda da tela. Nas versões atuais do Windows 11, ela permanece limitada à parte inferior, embora os ícones possam ser alinhados ao centro ou à esquerda.
Nas compilações experimentais, a Microsoft permite colocar a barra de tarefas nas partes superior, inferior, esquerda ou direita da tela. O menu Iniciar, a pesquisa e outros painéis também adaptam sua direção de abertura de acordo com a posição escolhida.
Ao usar a barra vertical, os usuários também poderão manter os aplicativos desagrupados e exibir os rótulos das janelas. Esse tipo de configuração pode ser útil em monitores ultrawide ou para quem deseja aproveitar melhor o espaço vertical da tela.
A Microsoft reconhece, porém, que a implementação ainda está incompleta. O modo de ocultação automática, os gestos de toque e a barra otimizada para tablets ainda não funcionam em todas as posições alternativas. A empresa também avalia permitir configurações diferentes para cada monitor.
Outra novidade em teste é uma barra de tarefas menor. Quando a configuração é ativada, o sistema reduz tanto a altura da barra quanto o tamanho dos ícones.
A mudança atende principalmente usuários de notebooks e telas menores, nos quais a barra atual pode ocupar uma parcela considerável do espaço disponível. A opção fica nas configurações de personalização e não exige reinicialização ou encerramento da sessão para ser aplicada.
O Windows 11 foi lançado com uma barra mais alta, em parte para oferecer áreas de toque maiores e acomodar novos elementos da interface. Entretanto, a ausência de uma alternativa compacta tornou-se uma crítica recorrente entre usuários acostumados às opções disponíveis nas versões anteriores do sistema.
O menu Iniciar também deve ganhar controles mais flexíveis. A Microsoft testa opções para escolher entre tamanhos predefinidos e decidir individualmente quais seções devem aparecer.
O usuário poderá mostrar ou ocultar áreas como aplicativos fixados, recomendações e a lista completa de programas. Será possível, por exemplo, criar um menu minimalista composto apenas pelos aplicativos fixados.
A empresa também pretende separar as recomendações de arquivos do histórico utilizado em outras áreas do Windows. Atualmente, desativar determinadas sugestões do menu Iniciar pode afetar recursos como arquivos recentes no Explorador de Arquivos e listas de atalhos da barra de tarefas.
Com a mudança, o usuário poderá ocultar recomendações no menu sem necessariamente desativar o histórico em todo o sistema.
Outra configuração em desenvolvimento permite esconder o nome e a fotografia da conta durante apresentações, transmissões ou compartilhamentos de tela. A medida busca evitar a exposição involuntária de informações pessoais ou corporativas.
A pesquisa do Windows 11 também está passando por ajustes. A Microsoft testa uma página inicial menos carregada, com maior destaque para buscas recentes e menos espaço dedicado a tendências, produtos e conteúdo promocional.
O sistema deverá priorizar aplicativos, configurações e arquivos armazenados no computador quando esses resultados forem mais relevantes. A identificação de termos digitados incorretamente, palavras incompletas e consultas curtas também deve ser aprimorada.
Entre as mudanças mais importantes está a preparação de controles separados para desativar resultados da web e sugestões de aplicativos da Microsoft Store. Isso poderá oferecer uma experiência mais próxima de uma pesquisa exclusivamente local, sem exigir modificações no Registro ou ferramentas de terceiros.
As melhorias da pesquisa chegaram inicialmente por meio de uma distribuição controlada para participantes do canal Experimental do Windows Insider. A Microsoft usa esse modelo para liberar recursos gradualmente e comparar estabilidade e comentários antes de ampliar a disponibilidade.
Embora as mudanças estejam associadas ao desenvolvimento do Windows 11 26H2, isso não significa que todas permanecerão exclusivas dessa versão.
A Microsoft passou a distribuir vários recursos por meio das atualizações mensais cumulativas, sem esperar pela próxima atualização anual do sistema. Com isso, algumas melhorias da barra de tarefas, do menu Iniciar e da pesquisa também poderão ser habilitadas no Windows 11 25H2.
A identificação 26H2 já aparece oficialmente em materiais e compilações experimentais do programa Windows Insider. Entretanto, os recursos continuam em desenvolvimento e podem ser modificados, adiados ou removidos antes do lançamento público.
As mudanças sugerem que a Microsoft está reconsiderando algumas das decisões adotadas no lançamento do Windows 11. A nova barra de tarefas, embora visualmente mais simples, removeu funções disponíveis havia anos, como o posicionamento vertical e ajustes de tamanho.
O retorno dessas opções representa uma melhoria importante para usuários que dependem de configurações específicas de produtividade, acessibilidade ou aproveitamento de tela.
Ainda não há garantia de que todos os recursos testados serão incluídos na versão final. Por enquanto, eles permanecem restritos ao Windows Insider e não são recomendados para computadores usados em atividades críticas.
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